Reconhecida como International Agency of the Year pelo Ad Age, a ISLA República exporta ideias da América Latina para mais de 20 mercados.
Um modelo de consultoria criativa que combina cultura, estratégia e dados para construir marcas globais.
Embora a Isla República seja uma agência latino-americana, o trabalho que cria para seus clientes é intencionalmente sem fronteiras. Como agência de referência para PepsiCo, Sabritas, Marías Gamesa, Gatorade, Amazon, MetLife, Anheuser-Busch InBev e outras, a Agência Internacional do Ano 2026 da Ad Age entende que o insight certo pode ressoar em qualquer lugar, inclusive entre mercados, idiomas e gerações.
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Adotando o modelo de consultoria criativa e uma filosofia de “inteligência cultural”, a Isla República lançou e exportou trabalhos para marcas como Doritos, Cheetos e outras globalmente. Essa abordagem trouxe resultados, com a receita mais que dobrando de 2023 para 2024 e um crescimento de quase 28% em 2025, segundo a agência.
Esse sucesso foi alcançado ao focar no insight cultural em vez da escala, disse Ricardo John, sócio e chief creative officer da Isla República. “Às vezes você só precisa de uma execução muito bem resolvida, que mergulhe na cultura para tornar uma marca relevante.”
Mariano Serkin, sócio e chief strategy officer, cita o diretor mexicano Guillermo del Toro para explicar sua filosofia: “‘O caminho está onde está o obstáculo’”, disse. “Acredito que essa é uma forma de ver os obstáculos como possibilidades.”
É esse pensamento que levou a Isla República, com base na Cidade do México, a criar campanhas como “Out of this World” para Doritos México. A partir do insight de que a Geração Z sente que não se encaixa em moldes tradicionais, a agência transformou a percepção de ser “de outro mundo” em um filme de entretenimento de marca. Nele, jovens que se sentem “de outro mundo” estabelecem seu próprio lugar em Marte, onde vive Doritos.
Produzida pela Iconoclast e dirigida pela dupla brasileira Alaska, a campanha captou um sentimento universal compartilhado por muitos jovens e imaginou um lar inclusivo para aqueles que nem sempre se sentem bem-vindos na Terra, curado por Doritos.
“[A Geração Z] às vezes se sente de outro mundo porque é julgada pelas gerações que a precedem”, disse Rodrigo Grau, sócio e chief creative officer da Isla República. “A ideia é que, se você não pertence a um planeta, por que não conquistar outro?”
Para Cheetos, a parceria com “Wednesday”, da Netflix, mostrou uma verdade aparentemente universal: não há desejo mais forte do que o desejo por Cheetos. Em “Anything for Cheetos”, a agência imaginou um filme de marca protagonizado por Thing. Dirigido por Nicolás Pérez Veiga, produzido pela Primo e desenvolvido com a Mirada, o filme mostra como Thing luta para abrir um pacote de Cheetos e aproveitar seus dedos cobertos de queijo, ressignificando a experiência de consumo. A peça mistura o tom sombrio da série com a cultura pop mexicana, incluindo “La Llorona” cantada por Chavela Vargas.
Trabalhar a partir de experiências compartilhadas é o que ajuda a agência a traduzir o trabalho de seus clientes da América Latina para o resto do mundo. Em 2025, a Isla República exportou campanhas do México, Argentina e Brasil para mais de 22 mercados, incluindo Estados Unidos, Europa, China, Japão e Arábia Saudita.
“Se tivéssemos que resumir três grandes forças na interseção em que trabalhamos, seriam a evolução do ecossistema de mídia, a proximidade cultural e a ciência do comportamento”, disse Serkin. “É nessa interseção que buscamos essas ideias e entendemos que muitas vezes, mais do que oferecer uma razão para acreditar, precisamos encontrar uma razão para entusiasmar.”
Até agora, a fórmula tem funcionado. A Isla não perdeu clientes em 2025 e expandiu relações com marcas como Secret, Vicks, Downy e Oral-B, da Procter & Gamble, na América Latina; Epson para o rebranding global de sua linha de projetores; e Ring e Comic Con Experience (CCXP) como agência criativa de referência.
A agência planeja expandir sua oferta full-service, conectando estratégia, mídia, criatividade e tecnologia, enquanto explora novos formatos de entretenimento e escala capacidades de produção com inteligência artificial, incluindo produção de conteúdo em 3D.
A Isla República também continua investindo em talento por meio do programa Isla Academy, que oferece treinamento em criatividade, entretenimento, dados, inteligência artificial e produção.
“Entramos na indústria em um momento em que as marcas cresciam porque os mercados cresciam, mas hoje crescem porque conseguem capturar participação de outras marcas”, disse Serkin. “Além disso, a inteligência artificial está acelerando processos, o que nos obriga a tomar posições com a comunidade sempre no centro.”
“Por isso preferimos focar no que não vai mudar. O que não vai mudar? A diferenciação, porque enquanto as marcas tiverem as mesmas tecnologias, precisarão continuar se diferenciando. Esse é o nosso centro.”
